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Quanto custa um piso de concreto para uso de empilhadeiras em 2026?

  • Kaio Tonussi Alcântara
  • 2 de out. de 2025
  • 4 min de leitura

Atualizado: 28 de jun.

empilhadeira sobre piso de concreto em armazém de porta pallets

Definir o piso de um galpão, pátio ou unidade industrial começa quase sempre pela mesma pergunta: quanto vai custar o metro quadrado? A resposta honesta é que não existe um preço único — o que determina o custo é a carga que o piso precisa suportar, e o equipamento que melhor traduz essa carga no dia a dia é a empilhadeira.

Neste guia, organizamos faixas de preço por classe de empilhadeira (3,5 t, 6 t, 10 t e 16 t), partindo das composições de custo do SICRO de janeiro de 2026 para São Paulo. O objetivo é dar a gestores de obra, compradores e equipes de engenharia uma referência realista para orçar e comparar propostas.



Por que a empilhadeira define o preço do piso de concreto


O pavimento industrial, que comumente chamamos de "piso" é, antes de tudo, um elemento estrutural. Ele recebe cargas concentradas pelas rodas dos equipamentos, empilhadeiras, guindastes e outros elementos, como as pernas dos porta-paletes. Quanto mais pesada a empilhadeira e maior a carga por roda, mais espessa precisa ser a placa de concreto, maior o fck exigido e mais robusta a armadura.


Por isso, em vez de falar em “piso comum” ou “piso reforçado”, faz mais sentido dimensionar pela classe de empilhadeira que vai circular. É essa lógica — prevista em referências como a ACI 360 e o TR34 e nas normas da ABNT — que separa um piso que dura décadas de um que trinca no primeiro ano.


Faixas de preço por classe de empilhadeira (SP, 2026)


As faixas abaixo refletem em grandes linhas o custo de execução de um piso industrial de concreto sobre sub-base de brita graduada, com placas de até 2,5 × 2,5 m, já considerando a margem típica de obra (BDI). São valores de referência para planejamento, não substituem um orçamento de projeto.

Classe de empilhadeira

Carga nominal

Espessura de placa*

Faixa de preço (R$/m²)

Leve

3,5 t

12 cm

R$ 255 a R$ 270

Média

6 t

15 cm

R$ 310 a R$ 325

Pesada

10 t

20 cm

R$ 410 a R$ 430

Extrapesada

16 t

25 cm

R$ 480 a R$ 530

*Espessura de placa indicativa para subleito de suporte médio. O valor final depende do estudo geotécnico e do projeto estrutural.


piso de concreto industrial em galpão

O que está incluído nessas faixas


Cada faixa de preço é a soma de etapas bem definidas para a execução do piso de concreto hábil para empilhadeiras. Trabalhar com elas abertas ajuda você a comparar propostas item a item e a identificar onde um fornecedor está economizando — às vezes em pontos que comprometem a durabilidade:


  • Preparo do subleito e da sub-base — a fundação do piso; uma base mal compactada é a principal causa de recalque e trincas.

  • Concreto de pavimento — confecção, lançamento, adensamento e acabamento da placa, com o fck adequado à carga.

  • Armadura — tela eletrossoldada ou armação, dimensionada conforme a classe de empilhadeira.

  • Cura — etapa frequentemente negligenciada que define a resistência final e o controle de fissuras.

  • Juntas — serragem e selagem que controlam a retração e protegem as bordas das placas.


Como chegamos a esses valores: uma referência pela Tabela do SICRO


Para dar transparência, partimos das composições oficiais do SICRO (Sistema de Custos Referenciais de Obras) do DNIT, referência de janeiro de 2026 para São Paulo. Alguns dos itens utilizados:

Etapa do serviço

Unidade

Código SICRO

Regularização do subleito

4011209

Sub-base de brita graduada (comercial)

4011276

Pavimento de concreto (equip. pequeno porte)

4011520

Tela de aço eletrossoldada

kg

408067

Cura úmida com geotêxtil

4011243

Serragem e selagem de juntas

m

4011537

O custo por m² de cada classe é calculado pela estimativa do volume de concreto e de sub-base pela espessura de projeto, somando armadura, cura e juntas, e aplicando o BDI de obra. Como o SICRO é atualizado periodicamente e não incorpora variações regionais de frete e mão de obra, trate os números como base de cálculo — não como cotação fechada.


Fatores que podem aumentar ou reduzir o custo

  • Qualidade do subleito — solos fracos exigem reforço de base ou estabilização, elevando o custo.

  • Tipo de acabamento — pisos com alta resistência à abrasão ou nivelamento de precisão (para corredores estreitos) têm custo adicional.

  • Metragem e logística — áreas maiores diluem custos; obras distantes de centrais de concreto pesam no frete.

  • Prazo e janela de operação — execução em planta em funcionamento, à noite ou em etapas, encarece a obra.

  • Trilhos e cargas especiais — pisos com trilhos embutidos ou pontos de carga muito concentrada precisam de detalhamento específico.

  • Administração local e controles tecnológicos.

  • Especificidades da operação, produtividade, local de execução, dentre outros fatores determinantes.


Como usar este guia na sua decisão

Use estas faixas para dimensionar o orçamento do seu piso de concreto e estimar o custo base do projeto. Se uma cotação vier muito abaixo da faixa da sua classe de empilhadeira, vale questionar. O piso industrial é um ativo de longo prazo — economizar na estrutura costuma sair caro em manutenção e paradas de operação.

Para um número fechado, o caminho é um projeto que parta do estudo de carga real da sua operação. É exatamente isso que fazemos.



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Fontes: SICRO/DNIT — Relatório Sintético de Composições de Custos, referência janeiro/2026, estado de São Paulo. Classes de empilhadeira conforme faixas de capacidade de fabricantes do setor. Critérios de dimensionamento conforme ACI 360, TR34 e normas ABNT aplicáveis.

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